OS AMANTES
Dentro desta noite fria quem
somos?
Embaixo das cobertas nos
abraçamos.
Quem somos?
Baixinho nos falamos.
Nossas bocas se procuram.
Nos beijamos.
Nos acariciamos.
E a noite se arrasta lenta.
Parece que tem pena.
Parece que tem pena de dois
amantes que não querem ver o amanhecer.
Tudo amanhã, ao brilho do sol
estará finito.
Este nosso amar tão bonito.
Quem somos?
Uma luz mortiça vai guardando
o que vê.
E o que vê é duas silhuetas
sob as cobertas.
Num mexe e remexe.
Penalizado o relógio o
ponteiro avança.
Um bem-te-vi vem perto da
janela anunciar que o encanto acabou.
Um dos dois precisa se
levantar.
Acabou-se o tempo de amar.
sonia delsin

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