COISAS
QUE SE GUARDA NO CORAÇÃO
Quando
um veículo passava o pó me cegava.
As
belezas do lugar ao coração me falava.
Eu
ia de pé no chão.
Ia
na companhia de minha mãe, de meus irmãos.
Eta,
tempo bom!
Estradão.
Noutras
vezes ia com meu pai no fundo da carroça.
De
tudo eu fazia troça.
Do
burro que nos puxava.
Do
mato que enroscava.
Duma
galinha que cacarejando à nossa frente passava.
Poeira.
Poeira
vermelha.
Os
sítios todos...
O
cheiro bom de flor de laranjeira.
Vou
guardar no coração esta estrada a vida inteira.
Minha
terra.
Meus
pais.
Meus
irmãos.
Amigos...
tantos conhecidos.
Uns
ainda vivem. Outros partiram...
Tenho
tudo guardado.
É
a relíquia do meu passado.
sonia delsin

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