segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013




MÃOS

Deliciosas mãos que em noite de lua
passeiam na pele da mulher nua.
Exposta.
Sem resposta.
Penso.
Mãos deliciosas que se fecham.
Que se perdem num labirinto.
Minto.
Não se perdem.
Se escondem.
Mãos...
Tanto querer e tudo acaba por se perder...
Mãos vazias.
Noites frias...
Mãos...
Por entre os dedos vejo escorrer os grãos.
Quanta areia! Estou num deserto.
Nenhum oásis por perto.

Olho minhas mãos e pensou noutras que deslizavam.
Que deliciosamente caminhavam...
Mãos.

sonia delsin

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