MÃOS
Deliciosas mãos que em noite
de lua
passeiam na pele da mulher
nua.
Exposta.
Sem resposta.
Penso.
Mãos deliciosas que se fecham.
Que se perdem num labirinto.
Minto.
Não se perdem.
Se escondem.
Mãos...
Tanto querer e tudo acaba por
se perder...
Mãos vazias.
Noites frias...
Mãos...
Por entre os dedos vejo
escorrer os grãos.
Quanta areia! Estou num
deserto.
Nenhum oásis por perto.
Olho minhas mãos e pensou
noutras que deslizavam.
Que deliciosamente
caminhavam...
Mãos.
sonia delsin

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