DESCONHECIDO
Não
sei a quem pertence o rosto que analiso.
Não
sei...
Esses
olhos eu nem conheço.
Mas
com eles me enterneço.
Não
sei a quem pertence este leve sorriso escarnecido.
Quem
seria?
Nele
alguma coisa me angustia.
Não
sei a quem pertence esta face.
Confesso
que chega a me assustar.
E
fica a me chamar.
Quero
olhar, olhar.
Buscar,
buscar.
O
quê? Resposta?
Um
tempo morto estou a buscar?
Onde
este rosto deve estar dormindo?
Em
algum espelho... em alguma gaveta repleta?
Será
que o guardo na minha canção predileta?
Mora
a lembrança apenas numa fotografia?
Este
rosto, que agonia!
sonia delsin

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